Denuncia: obras inacabadas

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O Caminhos da Reportagem trata de um assunto importante que afeta União, estados e municípios: as obras inacabadas Brasil afora. Estima-se que há 22 mil delas espalhadas pelo país. A equipe de reportagem esteve em Mato Grosso, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal para mostrar algumas dessas obras que começaram a ser construídas e por diversos motivos ainda não foram concluídas.

Fomos à cidade de Salgueiro, em Pernambuco, onde as obras da Transnordestina estão paralisadas, o que traz reflexos à economia local. A ferrovia teria 1.753 quilômetros e deveria ligar a cidade de Eliseu Martins, no interior do Piauí, ao porto de Pecém, no Ceará, e ao Porto de Suape, no litoral pernambucano. De acordo com o Tribunal de Contas da União, houve uma “elevação drástica das estimativas de custo e uma extrapolação em muitos anos do prazo que tinha sido inicialmente previsto”.

O TCU também aponta que a ferrovia já consumiu R$ 6,3 bilhões desde 2006, quando as obras começaram. Esta edição mostra também obras prometidas para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, que melhorariam a mobilidade nas capitais e até hoje geram problemas para a população e são a dor de cabeça dos atuais administradores. Como o modal de VLT – o Veículo Leve sobre Trilhos – em Cuiabá, e o corredor Leste-Oeste do BRT, o serviço de ônibus expresso em Recife, que se tornou objeto de investigação do Tribunal de Contas do Estado.

Em Brasília, capital do país, o Jardim Burle Marx começou a ser construído na região central da cidade, com o objetivo de levar sombra e beleza a moradores e turistas que desembarcassem na estação do metrô na rodoviária e fossem caminhando por 3 quilômetros até chegar aos estádio Mané Garrincha. O orçamento já ultrapassa os R$ 21 milhões. O programa ainda mostra Unidades Básicas de Saúde e hospitais que deveriam ter sido concluídos há anos, em Cuiabá e em Goiás, e que continuam com as paredes no concreto e totalmente vazios.

Enquanto isso, a população sofre. Como disse a presidente da associação de moradores do bairro Parque Real, em Cuiabá, Adriana Moretti: “Um lugar que era para estar acolhendo quem necessita de um atendimento de saúde, hoje é um risco pra comunidade, porque a gente tem incidência de caramujo, de mosquito da dengue, pessoas que entram aqui para fazer uso de drogas. O que era seria para dar saúde à população caiu no descaso, né?”.

Fonte: https://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem/episodio/obras-inacabadas

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